Oncologia
13/06/2017

O papel da robótica na cura do câncer de próstata

Novos tratamentos e métodos de diagnóstico, assim como procedimentos cirúrgicos, têm revolucionado o combate ao câncer de próstata. A estimativa é que mais de 61 mil homens recebam o diagnóstico ainda este ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença é a segunda mais comum entre os homens, porém tem altas chances de cura em 90% dos casos quando diagnosticada precocemente. Especialistas altamente qualificados e equipamentos modernos encontram-se disponíveis nas unidades da Rede D’Or São Luiz, e nas clínicas do Grupo Oncologia D’Or.

No diagnóstico precoce a biópsia por ressonância merece destaque. Segundo o oncologista clínico Daniel Herchenhorn, do Grupo Oncologia D’Or, a diferença entre a biópsia tradicional e a por ressonância é que a segunda diminui os riscos do super-diagnóstico, que nada mais é o diagnóstico de uma anormalidade que não traduz, necessariamente, uma doença clinicamente significativa.

– A biópsia por ressonância para o câncer de próstata pode melhorar o diagnóstico da doença e focar no que realmente deve ser tratado, que é o tumor denominado de grau elevado. Trata-se de um importante avanço contra a doença – comenta o oncologista.

Ainda segundo Daniel Herchenhorn, uma vez diagnosticado o câncer de próstata, é preciso levar em conta diversos fatores antes de dar início ao tratamento, entre eles: a idade do paciente, o estadiamento da doença, a probabilidade de cura, além da expectativa em relação aos efeitos colaterais de cada terapia. Em alguns casos, procedimentos como a radioterapia e a quimioterapia são os mais indicados. Já em outros, o simples monitoramento da doença é o recomendado.

Quando o assunto é procedimento cirúrgico, a robótica tem sido muito indicada. Maior precisão para a equipe médica, resolutividade e segurança ao paciente fizeram da cirurgia robótica o procedimento minimamente invasivo mais utilizado em intervenções urológicas. Há um ano, o Hospital Quinta D’Or iniciou o serviço de cirurgia robótica, dispondo do robô Da Vinci do modelo mais moderno no país, e já ultrapassou a marca de 250 procedimentos, sendo 160 em urologia – o que o torna no centro com maior volume de procedimentos robóticos do Rio de Janeiro.

– Atualmente, cerca de 80% das cirurgias para câncer de próstata são realizadas utilizando a plataforma robótica. Esse número vem aumentando progressivamente no Brasil, seguindo uma tendência mundial. Entre os benefícios, pode-se citar a visualização 3D do tumor, que permite ao cirurgião maior precisão da dissecção, minimizando hemorragias. Além disso, o procedimento minimamente invasivo contribui com a rápida recuperação do paciente e reduz as chances de problemas de incontinência urinária, além de menor risco de disfunção erétil – detalha Rodrigo Frota, urologista e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica da Rede D’Or São Luiz.

Desde 2016 a Rede D’Or São Luiz atua com um programa especial de treinamento de robótica para seus cirurgiões, com certificação internacional de qualidade, contribuindo na qualificação e capacitação de cerca de 70 especialistas, resultando em procedimentos mais seguros. Os treinamentos em cirurgia robótica avançada ocorrem em parceria estabelecida entre a Rede D’Or São Luiz e a University of Southern California (USC), de Los Angeles, promovendo o avanço da medicina robótica no Brasil, também através do desenvolvendo de produções científicas conjuntas.

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